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Gestão por quadrantes: solucione as suas 3 maiores dúvidas

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Escrito por Reynaldo Garcia

Quando se trabalha na gestão de pessoas, a subjetividade humana torna difícil fazer a avaliação — tanto da equipe quanto dos indivíduos. A eficiência pode não estar apenas na quantidade de serviços ou produtos finalizados, mas em qualidades sutis como capacidade de trabalhar em grupo, pontualidade, positividade e proatividade.

Para o gestor, pode existir um abismo entre sentir que a equipe não está indo bem e saber apontar como (ou quem) deve mudar.

A metodologia de gestão por quadrantes tem ajudado a resolver esse problema, quantificando os hábitos mais desejáveis dos funcionários do setor e fazendo visíveis as contribuições individuais e, a partir delas, localizando a equipe em algum lugar entre o ideal e o caos absoluto.

Muitas pessoas querem aplicar a gestão por quadrantes, mas ainda não sabem exatamente como. Siga conosco para conhecer esse método incrível!

1. Como funciona?

Antes de tudo, define-se os critérios considerados cruciais para o bom funcionamento da equipe. Cada critério terá seu peso, ou seja, quantos pontos valerá no todo.

Com uma tabela em mão, com o nome de todos os funcionários a serem avaliados, o gestor (ou quem lhe seja de confiança) anota os pontos que cada empregado faz. Ao final, soma-se os pontos e traça-se a porcentagem que cada um atingiu.

Coloca-se essa porcentagem dentro de quadrantes preestabelecidos para entender se o rendimento do indivíduo está ótimo, bom, regular ou crítico. Logo após, somam-se os valores individuais e faz-se a divisão pelo número de pessoas da equipe para obter o quadrante do grupo.

Exemplo

Uma empresa utilizou 4 critérios, e o funcionário X fez 2 + 1 + 3 + 0 pontos, totalizando 6, de um total de 10 pontos disponíveis. Sua porcentagem de adequação está em 60%. Esse gestor optou por um primeiro quadrante > 90%, um segundo entre 90% e 70%, um terceiro entre 70% e 50% e o último <50%.

O funcionário X está no terceiro quadrante, o que significa que tem muito a melhorar. É preciso investir em treinamento e procurar estratégias de motivação — partindo do pressuposto que se quer mantê-lo.

Somando-se o rendimento dos 4 empregados do setor, temos 6 + 8 + 6 + 10 = 30. Dividindo por 4, temos 7,5, ou seja, a equipe está no segundo quadrante. Poderia estar melhor, mas vai bem.

2. Quando utilizar?

A gestão por quadrantes serve para todos os momentos da relação com o empregado e com a equipe, a diferença está no que se espera como resultado — afinal, não faria muito sentido um grupo de novatos começar já no primeiro quadrante, não é mesmo?

É importante que os analisados tenham tarefas semelhantes para que a avaliação dos critérios seja justa. Não deixe de avisar aos funcionários que eles serão avaliados e indique precisamente quais serão as categorias. Sabendo o que você quer, eles terão a chance de mostrar interesse e já aumentar sua produtividade nesse período.

Fazer novas amostragens periódicas lhe permitirá traçar uma linha temporal de eficiência da equipe e identificar quais estratégias funcionaram ou falharam para melhorar o desempenho do grupo.  

3. Como definir os critérios?

Cada gestor deve saber o que é essencial ao seu setor, mas é importante ser capaz de mesclar qualidades concretas, como pontualidade, com outras mais subjetivas — e às vezes até mais difíceis de adquirir — como as soft skills.

Quanto mais critérios utilizados, mais detalhada a sua análise, ajudando a diferenciar funcionários que, à primeira vista, tem desempenho muito semelhante. Nesse caso, porém, pouco se verá o efeito de cada item no todo, dificultando a tomada de atitude para aprimorar o comportamento do indivíduo.

Para estipular os quadrantes, pense que quanto mais exigente você for (ou seja, quanto menor o primeiro quadrante) maior o desafio a que você se propõe enquanto gestor para fazer a equipe alcançá-lo. Reflita se o seu ideal é a perfeição (ou próximo disso) ou “apenas” uma equipe madura e eficiente.

Ao aplicar o teste, avalie a si mesmo. Os critérios e quadrantes foram adequados? Conseguiu traçar o perfil da equipe? Se houve falhas, basta corrigi-los e refazê-los.

Está interessado em gestão por quadrantes? Nós recomendamos a leitura deste post detalhando a sua aplicação no setor de call center. Confira!

Sobre o autor

Reynaldo Garcia

Com mais de 15 anos de experiência na área de contact center, Reynaldo Garcia tem habilidade natural para vendas e gestão de pessoas.\r\nCompletamente focado e com sangue nos olhos para novos negócios Reynaldo administra hoje mais de 800 colaboradores.\r\nSuas habilidades com tecnologia, marketing, vendas e gestão possibilitaram a criação de um método extremamente eficaz para gestão de call center e televendas e aplicada com sucesso em diversos seguimentos.\r\nNesses 16 anos atendeu mais de 50 empresas onde turbinou vendas, implantou centrais de atendimento de alta performance, acelerou processos de recuperação de crédito, capacitou milhares de pessoas e através de ligações mudou vidas.

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