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Você tem Banco de Horas ?

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Escrito por Reynaldo Garcia

Um assunto muito comum nos corredores dos contact centers e call centers espalhados pelo Brasil é o Banco de horas. Como tratar essa questão de maneira correta e sem prejudicar as partes envolvidas “empresa e funcionários” é um tema muito discutido.

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Edilson Menezes escreveu um artigo de maneira brilhante colocando pontos importantes para os dois lados.

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Confira o artigo abaixo:

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Você tem Banco de Horas ?

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A pergunta se popularizou para expressar a quantidade de horas que o colaborador tem como crédito por ter trabalhado além do horário previsto. A empresa vai acumulando estas horas excedentes até que em dado instante deve pagar ou conceder folga.

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Em tese, a prática é justa. Ocorre que estamos no Brasil e embora eu seja muito otimista sobre o relacionamento entre empresários e colaboradores, devo reconhecer, embora um pouco envergonhado, que ainda temos muito a avançar. Na outra ponta do relacionamento, também é possível observar colaboradores que usam o banco de horas como ferramenta para prejudicar a empresa.

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Aqui e ali, numa ponta e outra da relação, o velho jeitinho brasileiro tem sido usado e o objetivo deste texto é gerar reflexões para que deixem de fazê-lo. Assim, peço a você que acompanha minha coluna: se concordar com os argumentos, faça este texto chegar até as mãos daqueles que são gestores em sua empresa. Vou partilhar 4 dicas para que a prática do banco de horas seja justa aos colaboradores e aos empresários:

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Colaboradores

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  1. Não é razoável acabar o trabalho e ficar de bate-papo além do horário, com o propósito de enriquecer o banco de horas;
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  1. Quando foi contratada, a pessoa sabia como a empresa funcionava. Ainda assim, aceitou o trabalho. Anos depois, ao deixar a empresa, mesmo tendo recebido todos os direitos trabalhistas, inclusive as horas acumuladas no banco, acionar a empresa na justiça é uma injustiça;
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  1. Banco de horas não significa green card para atrasos, salvo casos em que a política da empresa seja de flexibilidade. Se há um acordo contratual que dita o horário, cumpri-lo é uma obrigação – e diga-se: pontualidade não é qualidade;
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  1. Naquele feriado prolongado, sem avisar ou negociar, decidir por conta própria que vai ficar “um dia a mais” na praia, sob o pretexto de que tem horas de sobra no banco, pode custar o seu emprego.
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Empresários

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  1. Os conceitos de justiça e igualdade devem ser observados. Pedir ao colaborador que fique até tarde na sexta-feira para fechar o relatório é um direito, mas não pode cair no esquecimento. Quando o colaborador precisar sair mais cedo também numa sexta-feira, estabelecer que ele use o banco de horas somente entre terça e quinta-feira é injusto;
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  1. Demissão é uma parte natural do relacionamento. Antes de demitir, entretanto, leve em consideração quantas vezes o colaborador se propôs a fazer sacrifícios pela empresa, algo que tende a ser esquecido assim que a performance produtiva do colaborador cai;
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  1. É preciso agir conforme a lei e o acordo selado. Não use a arbitrariedade como critério, concedendo o pagamento ou a folga conforme a mudança de humor dos gestores;
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  1. Por último e mais importante: não use o banco de horas como ferramenta de punição. Já vi empresas que zeram todo o banco de horas, caso o colaborador tenha determinado número de atrasos por mês. Há relatos de outras punições semelhantes, algo que a lei não aprova e a cartilha do relacionamento saudável não autoriza.
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A lei que prevê e regulamenta o banco de horas é nº 9.601/1998, mas a lei que prevê e regulamenta a saúde nas relações entre empresários e colaboradores também merece a sua atenção. E aí vai um recado final aos patrões…

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Trate com justiça aqueles que fazem o negócio prosperar. Ações inidôneas afastam, cedo ou tarde, as pessoas honestas e na mesma proporção, atrai as desonestas. Tenha sim um banco de horas em sua empresa, mas não permita que se torne um banco de horror.

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A escolha, como sempre, é apenas sua!

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Assista o Vídeo Aonde eu comento o Artigo Acima

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Edilson Menezes é treinador comportamental e consultor literário. Atua nas áreas de vendas, motivação, liderança e coesão de equipes. (edilson@arteesucesso.com.br)

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Fonte: http://www.callcenter.inf.br/artigos/62818/voce-tem-banco-de-horas/ler.aspx

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Como você acha que deve ser a relação do Banco de horas ? deixe seu comentário!

Sobre o autor

Reynaldo Garcia

Com mais de 15 anos de experiência na área de contact center, Reynaldo Garcia tem habilidade natural para vendas e gestão de pessoas.\r\nCompletamente focado e com sangue nos olhos para novos negócios Reynaldo administra hoje mais de 800 colaboradores.\r\nSuas habilidades com tecnologia, marketing, vendas e gestão possibilitaram a criação de um método extremamente eficaz para gestão de call center e televendas e aplicada com sucesso em diversos seguimentos.\r\nNesses 16 anos atendeu mais de 50 empresas onde turbinou vendas, implantou centrais de atendimento de alta performance, acelerou processos de recuperação de crédito, capacitou milhares de pessoas e através de ligações mudou vidas.

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